SERRA DO ERERÊ
Um dos mais importantes acidentes geográficos da região. A serra do Ererê está localizada a oeste da cidade, distante 12 km da mesma, em linha reta. Apresenta uma forma alongada, com direção geral N60°E, possuindo 4 km de comprimento, largura de um a 1,5 km e altitude máxima de 220 m, sendo parte integrante do anel de serras que circunda a planície do Ererê. O perfil é irregular e acidentado, exibindo topo plano e encostas abruptas, chegando a formar paredões com mais de 100 m de altura. Os solos são rasos e cascalhentos, enquanto que a vegetação é dominantemente do tipo savana, com presença de campos limpos, campos sujos e cerrados; às vezes, é marcante a presença de cactos, notadamente no topo da serra.
Geologicamente, a serra é constituída por rochas sedimentares - arenitos - da formação Ererê, pertencente ao período Devoniano, com idade aproximada de 380 milhões de anos.
O acesso à serra é efetuado por via rodoviária, através da PA-225 num percurso de 15 km; realizado através de caminhos secundários e ramais, alguns dos quais levando diretamente às grutas.

SERRA DA LUA
Constitui uma parte da serra do Ererê. Na serra da Lua existem magníficos exemplos de pinturas polícromas, a céu-aberto e no interior das grutas. As primeiras pinturas representam uma grande variedade de motivos, reproduzidos geralmente nas cores vermelha e amarela, mais raramente em marrom e branca. Entre os vários painéis a céu-aberto, destaca-se um grande painel de pinturas rupestre mostrando, entre outros, o desenho de um círculo com cerca de 1 m de diâmetro, apresentando um núcleo amarelo-ocre e uma porção periférica vermelha; esse desenho, que segundo os habitantes da região simboliza a lua, é responsável pela consagrada denominação de serra da Lua. Nesse painel, podem ser observados outros desenhos bastante nítidos, mostrando círculos concêntricos com raios ou caudas, ou simples impressões de mãos, todos em pintura vermelha. Esse painel está localizado em um paredão a cerca de 100 m de desnível em relação à base da serra, sendo acessado através de um caminho bastante íngreme; para quem chega à serra da Lua através da estrada principal, é o primeiro painel a ser visitado.
Outras pinturas rupestres encontradas em painéis a céu-aberto mostram figuras humanas ou de animais, reproduzindo cenas diversas como caçadas, nascimento, etc.

SERRA DO PAITUNA
Está localizada 2 km ao sul da serra do Ererê; possui 3 km de extensão, largura média de 1 km e, aproximadamente, 200 m de altitude. É constituída por arenitos da formação Ererê, apresentando encostas íngremes e declives acentuados; essas rochas acham-se freqüentemente fraturadas, sendo que as principais fraturas são responsáveis pelo controle de inúmeras grutas ou cavernas, as quais estão estruturadas segundo extensas e profundas fendas, que seccionam os arenitos que compõem a serra do Paituna.
A serra contém alguns dos mais importantes sítios arqueológicos da região, representados tanto nas grutas como em outras formas naturais, esculpidas pela erosão eólica, constituindo blocos líticos que recebem denominações diversas, distribuídas ao longo das encostas e no topo da serra.
Dentre as grutas encontradas na serra do Paituna, destaca-se as grutas do Miritiepé, do Labirinto e da Pedra Pintada, enquanto os principais sítios líticos estão representados pela Pedra do Pilão, Pedra do Cogumelo e Pedra da Tartaruga, esta última localizada entre a serra do Paituna e a serra do Ererê. Dentre todos esses atrativos, somente a Gruta da Pedra Pintada e a Pedra do Pilão são consideradas como "atrativos histórico-culturais", devido à presença de painéis com pinturas rupestres.

SERRA DE ITAUAJURI
Está localizada ao norte da cidade, distante cerca de 15 km (em linha reta), sendo facilmente acessada através da rodovia PA-423. Representa uma das mais expressivas feições topográficas da região, com altitudes que alcançam 400 m. Geologicamente, a serra situa-se no flanco nordeste da estrutura conhecida como Domo de Monte Alegre, sendo constituídos por rochas sedimentares da Formação Faro, com idades estimadas entre 345 e 325 milhões de anos; predominam arenitos, folhelhos e calcários, estes últimos formando importantes jazidas desse bem mineral.
A serra possui topo aplainado e bordas escarpadas, notadamente as bordas sul e oeste, sendo recoberta por vegetação Campinarana (falsa Campina), caracterizada por uma associação entre elementos florísticos da mata das terras altas e espécies de flora dos campos ou campinas.
Do alto da serra pode ser contemplada toda a exuberante paisagem da região, o que a torna um importante atrativo para o turismo contemplativo. Deve ser ressaltada, também, a presença de belas cachoeiras na região da serra do Itauajuri, como a do igarapé Anai e do igarapé Açu das Pedras.

Sítios líticos
Representam aqueles locais onde são encontrados restos de artefatos indígenas, confeccionados em rochas e/ou minerais. Em Monte Alegre, merece destaque o sítio lítico identificado e estudado pela Dra. Anna Roosevelt, na gruta da Pedra Pintada (Serra da Lua), onde foram encontrados, durante as escavações estratigráficas, objetos confeccionados em quartzo e calcedônia, representados, principalmente, por pontas de flechas e lâminas.

Sítios Cerâmicos
São os locais onde ocorrem restos de cerâmica indígena, estando bem representados, entre outros, na Serra do Erere, onde foram descobertos fragmentos de cerâmica representativa de estágios culturais cerâmicos recentes. Na sede municipal, foram localizados sítios cerâmicos na praça da Matriz e no morro do Surubeju, os quais ainda não foram objetos de estudos específicos.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pedro Henrique C. da Silva
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