As sulfurosas estão localizadas na planície do Ererê, distante cerca de 13 km a noroeste da sede municipal, com fácil acesso através da rodovia PA-225.
Em 1957, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) divulgou o resultado da análise efetuada em uma amostra de gás, coletada em uma fonte termal sulfurosa de Monte Alegre. Ainda no mesmo ano, aquele órgão publicou o resultado da análise realizada em uma amostra de água, procedente da fonte sulfurosa do Menino Deus, em M. Alegre. Em função dessa análise, a água da referida fonte foi classificada como "água mineral alcalino-bicarbonatada, sulfurosa e isotermal", de acordo com os códigos de águas minerais, sendo ressaltadas, ainda, suas propriedades terapêuticas e sua temperatura fixa de 36°C.
De acordo com outra análise pelo Departamento de Águas e Esgotos (DAE), a água foi classificada como "água alcalino-bicarbonatada e hipotermal". A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), realizou um ensaio de Mineralização em amostra de água procedente de uma fonte sulfurosa de M. Alegre. O resultado da análise revelou tratar-se de uma "água mineral", sendo tendo necessidade de estudo completo em amostra coletada por técnico oficial.
Naquele mesmo ano, PASTANA et al, durante realização de trabalhos prospectivos na região de M. Alegre, destacaram algumas características das águas termais sulfurosas, como a temperatura elevada (36° C) e o forte odor de enxofre, devido a grande quantidade de gás sulfídrico, dissolvido.
No local, existe uma pequena piscina e quatro banheiros; a piscina é alimentada por tubulações que captam a água oriunda de algumas fontes, enquanto que os banheiros foram construídos diretamente sobre fontes. Há, também, serviço de bar/restaurante, campo de futebol, maloquinhas, barracão e um "play ground". Atualmente, a prefeitura de M. Alegre é responsável pela manutenção do balneário.
Nos recentes estudos realizados pelo PRIMAZ/Monte Alegre, SOUZA (1998) efetuou um reconhecimento dos Aqüíferos da Cidade de M. Alegre. As análises revelaram a boa qualidade dessas águas, classificadas como Cloretadas Sódicas, à semelhança das águas da fonte do Menino Deus.
Desta forma, tanto as águas termais das fontes do Menino Deus, como as águas oriundas dos poços tubulares profundos, da sede municipal, possuem a mesma classificação: cloretadas sódicas.
Uma vez que a qualidade das águas é conseqüência da composição mineralógica das rochas que as circundam, e considerando a região do Domo de M. Alegre é intensamente afetada por folhas e fraturas, é admissível supor que as águas de superfície circulem através folhas/fraturas extensas e profundas, aquecendo-as, dissolvendo e transportando os sais, contribuindo, assim, com os teores significativos de bicarbonato e enxofre, que caracterizam as fontes do Menino Deus.
A par de suas propriedades físicas, físico-químicas e químicas, as águas termais sulfurosas de M. Alegre poderiam ser aproveitadas em balnoterapia, desde que aqueles resultados fossem confirmados por análises mais completas e rigorosas, complementadas por orientações de médicos especialistas. Deve ser ressaltada, também, a necessidade de estudos técnicos sobre vazões, captações adequadas, natureza das fontes e extensão das águas mineralizadas, a fim de definir o real potencial das fontes termais sulfurosas, visando o futuro aproveitamento comercial das mesmas, em larga escala.
Deve, ainda, ser ressaltada a existência de um poço tubular profundo (cerca de 200 m de profundidade), executado pelo CPRM, para o INCRA (1997), na vila de Inglês de Souza, que produz água com temperatura um pouco elevada e forte odor de enxofre. Esse poço produz água de fratura, imprópria para o consumo humano; todavia, as características dessa água, aliada à grande vazão do poço, ensejam a realização de estudos voltados ao futuro aproveitamento da mesma, com finalidade terapêutica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pedro Henrique C. da Silva
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